“Aquele Silva” propõe um novo olhar sobre a favela e valoriza histórias de identidade, amizade e família

Curta-metragem idealizado por Gil Silva reúne jovens cineastas e elenco em uma narrativa que busca romper estereótipos sobre a juventude periférica e ampliar as representações das comunidades no audiovisual brasileiro.
Contar histórias que vão além da violência e da criminalidade é a proposta de Aquele Silva, curta-metragem que coloca no centro da narrativa temas como identidade, amizade, família, resiliência e os desafios enfrentados pela juventude periférica. Idealizado a partir do roteiro de Gil Silva, o projeto nasce do desejo de apresentar outras perspectivas sobre a vida nas favelas, valorizando personagens, relações e experiências que nem sempre encontram espaço nas produções audiovisuais brasileiras.
Ao desenvolver a história, Gil Silva buscou retratar aquilo que gostaria de ver nas telas quando uma narrativa se passa dentro de uma favela: histórias paralelas, sonhos, dificuldades, conquistas e vínculos afetivos que fazem parte do cotidiano de quem vive nesses territórios.
“Não imaginei o quão longe esse projeto iria chegar, mas, desde o início, sempre acreditei no potencial dele”, afirma o roteirista e idealizador. Para ele, contar histórias também significa apresentar diferentes perspectivas e reconhecer que, dentro das comunidades, existem inúmeras vivências que merecem ser representadas.
Aquele Silva, segundo Gil, carrega muito de sua trajetória e daquilo em que acredita para o futuro do audiovisual brasileiro. O idealizador destaca a felicidade e a expectativa de compartilhar a história do protagonista e acompanhar a transformação do roteiro em uma produção audiovisual.
Uma história que gera identificação
A identificação com a narrativa também atravessou o processo de construção dos personagens. Sipriano, intérprete de Silva, destaca a importância de apresentar o jovem periférico para além dos estereótipos frequentemente associados a ele.
“Participar do projeto ‘Aquele Silva’ foi extremamente significativo e marcante para mim, principalmente pelas coincidências que tenho com o personagem e pela oportunidade de contar a história desse jovem por uma outra perspectiva, fugindo dos estereótipos impostos aos jovens periféricos e de comunidades”, relata o ator.
Sipriano também ressalta que acredita na importância de produções como essa e que dividir a experiência com uma equipe e um elenco comprometidos tornou o trabalho ainda mais especial.
Para Brunna Rocha, assistente de direção, o projeto representa uma experiência de reconhecimento e pertencimento. A profissional conta que chegou a compartilhar com Gil Silva o quanto se identificava com o protagonista, enxergando no personagem características que ultrapassam a aparência física.
“Ser o Silva vai muito além de ter as características físicas dele. Ser o Silva é ser resiliente, é ser esforçado mesmo quando o mundo te impede de seguir em frente. Isso é ser o Silva”, destaca Brunna.
A assistente de direção acredita que essa identificação se estende a toda a equipe envolvida na produção. Para ela, fazer parte do projeto é uma honra, especialmente pela capacidade de a história despertar sentimentos e experiências compartilhadas.
Afeto e cuidado nos bastidores
A dimensão afetiva da obra também está presente na personagem Maria, avó de Silva, interpretada por Luisa Damasio. Para a atriz, dar vida à personagem foi um presente, em uma experiência marcada pelo cuidado da produção e pela dedicação dos profissionais envolvidos em cada etapa do trabalho.
“No curta Aquele Silva, interpretei Maria, avó de Silva, uma personagem que foi um grande presente. A experiência foi muito prazerosa, marcada por uma equipe organizada, dedicada, profissional e cuidadosa em cada etapa do processo. Sou só gratidão”, afirma Luisa.
Pedro Fernando, intérprete de Hugo, também destaca o acolhimento da equipe e a importância do processo de construção dos personagens. Para o ator, a experiência foi marcada pelo aprendizado, pela troca entre os profissionais e pelo cuidado da produção durante todas as etapas.
“Participar do projeto Aquele Silva foi uma experiência muito gostosa e enriquecedora para mim como ator. Desde o início, a produção sempre teve o maior cuidado e atenção às nossas dúvidas, além de nos auxiliar na construção das personagens e na organização das datas e de tudo mais. Acredito muito nesse roteiro e sou imensamente grato por ter feito parte!”, relata Pedro Fernando.
Gabriela Gomes, intérprete de Carol, também ressalta a união entre os profissionais e o cuidado dedicado à realização do curta-metragem. Para ela, participar de uma produção construída com tanto carinho tornou a experiência especialmente significativa.
“Gravar Aquele Silva foi uma experiência muito especial para mim. Foi muito bonito fazer parte de um projeto em que dava para sentir o cuidado e a dedicação do início ao fim, tanto com a história quanto com cada pessoa envolvida. Sou muito grata por ter vivido esse processo ao lado de um elenco tão unido e por ter feito parte de algo que foi construído com tanto carinho”, afirma Gabriela.
Representatividade para além dos estereótipos
Mais do que acompanhar a trajetória de um personagem, Aquele Silva propõe uma reflexão sobre as múltiplas identidades que atravessam a juventude periférica. Ao reunir diferentes profissionais e jovens cineastas, o curta-metragem reforça a importância de ampliar espaços para narrativas construídas a partir de outras perspectivas, sem reduzir a favela à violência e aos conflitos.
A proposta é evidenciar que esses territórios também são espaços de afeto, convivência, sonhos, desafios e conquistas. Ao apostar em histórias que nem sempre recebem protagonismo nas telas, a produção busca contribuir para uma representação mais diversa e humana das comunidades brasileiras.
O elenco principal é formado por Sipriano, como Silva; Luisa Damasio, como Maria, avó do protagonista; Pedro Fernando, como Hugo; e Gabriela Gomes, como Carol. O curta-metragem conta ainda com participações de Marcos Velasch, Cinthia Arba e Sanny Feijó.
Com direção e roteiro de Gil Silva, Aquele Silva reúne profissionais de diferentes áreas do audiovisual em uma realização coletiva que valoriza a colaboração, a criatividade e a potência das histórias periféricas.
Ficha técnica
• Direção e roteiro: Gil Silva — @little_giil
* Assistência de direção: Brunna Rocha — @brunnarochade
* Produção geral: Victor Leone — @victorleonefilms
* Produção executiva e som: Theo Moreno — @eutheomoreno
* Produção de elenco: Clara Abreu — @claraabreuu__
* Fotografia e drone: Japa Carioca — @japacarioca_oficial
* Still e making of: João Lourenço — @joaolourenco107 — e Victor Leone — @victorleonefilms
* Direção de arte: Ester Caetano — @estercaetanoart
* Assistência de arte: Amanda
* Trilha sonora: Rafa Virgula — @virgularafa — e Samara Braga — @eusamarabraga
* Montagem: Ana Rangel — @anarangelof
* Cartaz oficial: Ana Rangel — @anarangelof
* Fotografia da capa oficial: Japa Carioca — @japacarioca_oficial
Elenco
* Silva: Sipriano — @siprianoator
* Avó Maria: Luisa Damasio — @damasio_luisa
* Hugo: Pedro Fernando — @opedro.fernando
* Carol: Gabriela Gomes — @_sggabriela
Participações: Marcos Velasch — @velaschmarcos; Cinthia Arba — @cinthiaarba; e Sanny Feijó — @sanny.feijo.
Apoio institucional: Biblioteca Parque da Rocinha — @c4bibliotecaparquedarocinha — e Escola de Artes Celso Lisboa — @escoladeartes_celsolisboa.
Agradecimentos especiais: Boteco Resenha — @botecoresenha — e Ana Rangel Studio — @anarangel.studio.
Assessoria de imprensa: Somos Os Crias — @somososcrias.
